Você sabe o que é dieta low carb e o que comer?

Você sabe o que é dieta low carb e o que comer?

Você tem curiosidade sobre o que é o que é dieta low carb? Frequentemente vemos surgir várias dietas que prometem perda de peso em tempo recorde.

Mas, será que são dietas realmente preocupadas com a sua saúde?

Ainda que a ideia seja perder quilos, não pode ser a qualquer custo. É muito importante considerar uma forma mais saudável possível.

A dieta mais falada nos últimos tempos tem sido a Low Carb.

Dieta Low Carb significa uma dieta com baixa quantidade de carboidrato, com substituições alimentares e cardápios planejados com base em fibras e proteínas. Isso pode parecer radical comparada às dietas tradicionais, mas, com auxílio de um nutricionista na elaboração de um plano alimentar pode ser bastante eficaz, além de saudável.

No artigo de hoje vamos falar um pouco mais sobre a dieta Low Carb. Confira.

O que é dieta low carb?

Robert Atkins era médico cardiologista que na década de 60 desenvolveu o método polêmico para a época, que consistia em uma dieta de redução de ingestão de carboidratos da alimentação, que ficou conhecida por Atkins Nutritional Approach ou Dieta de Atkins.

A Dieta de Atkins foi publicada na década de 70 e ganhou seguidores pelo mundo inteiro. Especialmente, nos dias atuais. Tornando-se uma das dietas Low Carb mais famosa.

Recentemente, uma das dietas Low Carb inspirada na Dieta de Atkins, que ganhou destaque, foi a dieta Dukan lançada pelo médico francês Pierre Dukan, que apesar de algumas adaptações, tem o mesmo objetivo.

De modo geral, a dieta Low Carb é entendida como uma dieta de baixo consumo de carboidrato.

Entretanto, estudos apontam que o termo não é apenas uma dieta, é um conceito bem abrangente e que, portanto, consiste em vários tipos de dietas desde que tenham como proposta a baixa ingestão de carboidratos.

A Associação Brasileira Lowcarb afirma que o tempo é um espectro, justamente porque a dieta pode variar da mais severa restrição a mais moderada.

Por que a dieta consiste em pouca ingestão de carboidrato?

É importante compreender que os carboidratos estimulam o acúmulo de gordura. Quando ingerimos alimentos ricos em carboidratos, esses alimentos são automaticamente convertidos em glicose em nosso organismo. Para tentar reduzir os altos níveis de açúcar, o nosso corpo libera insulina.

Ao invés de queimar a gordura, ele transforma o açúcar em gordura e acelera o estoque de gordura. E mesmo reduzindo a quantidade de açúcar no sangue, ainda teremos insulina circulando. E isso impossibilita a conversão desta gordura em energia e o nosso corpo estando em baixo nível energético, ele pede por mais comida. E comendo mais, engordamos mais ainda.

Daí a importância de uma alimentação que priorize a ingestão de alimentos de baixa quantidade de carboidratos, pois eles evitam uma alteração maior da insulina. Isso aliado a uma alimentação rica em fibras e proteínas torna a liberação do hormônio glucagon, importante no auxílio da queima de gordura estocada em nosso organismo, mais eficaz.

Por isso, a dieta low carb propõe a redução de carboidratos. De acordo com os estudos, se reduzirmos até 40% do que ingerimos ao dia, e controlarmos proteína e principalmente a gordura, é possível emagrecer. E se reduzirmos 10 % e melhorarmos o que consumimos diariamente, teremos bons resultados, mas principalmente estaremos reeducando a nossa  alimentação, o que é fundamental para quem deseja ter uma vida saudável.

Assim, com a dieta Low Carb, segundo especialistas, ao alimentarmos melhor aumentando a ingestão de proteínas e de gordura boa, estaremos contribuindo para a redução da inflamação do organismo e combatendo a retenção de líquidos.

O propósito da dieta é que nos alimentemos de “comida de verdade”, pois até mesmo produtos industrializados são extintos do plano de alimentação. A base da alimentação passa a ser de legumes e vegetais, considerados alimentos mais densos pelos nutricionistas, e posteriormente, as proteínas; quanto às gorduras, somente as de fonte natural.

Como fazer a dieta Low Carb 

Como a dieta Low Carb consiste na redução de consumo de carboidratos, o primeiro passo é eliminar carboidratos simples como açúcar, farinha refinada, refrigerantes e doces. A partir daí, dependendo dos seus objetivos e da orientação profissional, podem ser restringidos o consumo de carboidratos complexos, como pão, aveia, arroz ou macarrão, por exemplo. 

Os estudos avaliam que a quantidade de carboidrato a ser restrita varia conforme o metabolismo de cada pessoa. Entretanto, é fato que diariamente consumimos uma quantidade grande de alimentos com alto teor glicêmico. Por essa razão, a adoção de hábitos alimentares com baixo consumo de carboidratos deve ser progressiva, para que o nosso corpo se acostume com a nova rotina e não sinta efeitos colaterais como dores de cabeça, tonturas ou alterações no humor.

E para evitar tais efeitos colaterais e a sensação de fome é fundamental nos alimentarmos ao longo do nosso dia, fazer corretamente as três refeições principais e mais dois lanches.

É muito importante e essencial ter o acompanhamento profissional. O nutricionista deverá fazer o plano alimentar conforme as necessidades específicas de cada pessoa e conferir se há indicação desse tipo de dieta para cada caso. Portanto, jamais tente fazê-la sem orientação, isso pode acarretar problemas ao invés benefícios.

Como substituir o açúcar?

A dieta low carb reduz a ingestão de carboidrato, por isso, deve-se reduzir ou eliminar a ingestão de açúcar, que é geralmente consumido em quantidades altas na atual cultura de alimentação.

Uma forma de reduzir é através do uso de adoçantes low carb como o xilitol ou eritritol.

A dieta low carb é bastante estruturada e uma nutricionista pode explicar melhor essas questões a fundo. Veja que existe até chocolate low carb, além de várias sobremesas que entram nessa dieta. Alguns exemplos: chocolate quente low carb e brigadeiro low carb, com algumas adaptações..

Benefícios da dieta Low Carb 

A ABLC afirma que a dieta Low Carb é, sobretudo, uma “intervenção terapêutica extremamente eficaz no controle e reversão de doenças associadas à resistência à insulina”. Segundo a associação existem evidências de que esse tipo de dieta pode intervir principalmente na prevenção do diabetes tipo 2.

O que ocorre é que, quanto mais carboidratos ingerimos, maior é o índice glicêmico no sangue e consequentemente o de insulina. Quanto mais insulina em nosso corpo, mais resistente a ela o nosso organismo fica e de mais insulina vamos precisar. Assim, aumentando o risco de resistência à insulina há chances de evolução para diabetes tipo 2. Então, ao adotarmos a dieta Low Carb estamos intervindo para a prevenção e controle da doença do diabetes.

As fibras são excelentes fontes de carboidrato que, aliadas às proteínas e às gorduras naturais, prolongam o tempo que o alimento fica no organismo e ao chegar no intestino reduz a velocidade de absorção de glicose, evitando, assim, alterações de insulina, proporcionando saciedade.

Se consumido de forma adequada, os carboidratos podem ser aliados na perda de peso. Basta substituir por aqueles com índice glicêmico baixo ou moderado que auxiliam na queima do estoque de gordura no organismo.

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Referências

https://drbarakat.com.br/low-carb-entenda-o-que-e-este-conceito-e-seus-beneficios/

https://www.tuasaude.com/dieta-low-carb/

https://www.ablc.org.br/alimentacao-low-carb-apresentacao/

https://saude.abril.com.br/alimentacao/dieta-low-carb-vale-a-pena/

https://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/17486-dieta-low-carb

https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/dieta-low-carb-como-funciona-e-o-que-comer-confira-dicas-e-um-cardapio-semanal.ghtml

O que é terroir do chocolate e como influencia na produção

O que é terroir do chocolate e como influencia na produção

O conceito Terroir está presente nos vinhos assim como em chocolates. Agora, que tal saber o que é terroir e como influencia na produção de chocolate?

Mas, você sabe o que é Terroir?

O termo é francês e não há uma tradução que possa defini-lo. Entretanto, isso não muda a sua importância para caracterizar chocolates ou vinhos.

Terroir pode ser entendido como um conjunto de informações adquiridas pelo cacau, desde a localização geográfica, qualidade do manejo, até a fabricação da barra, que podem indicar características sensoriais no chocolate. 

Quer entender melhor esse conceito? Confira neste artigo o porquê é tão importante saber quais as regiões de onde vem o cacau do chocolate que comemos.

O que terroir?

Terroir é uma das palavras mais usadas no mundo dos vinhos, mas pouco  conhecida no mundo dos chocolates.  

Como dissemos antes, não há uma palavra traduzida que defina terroir. E, por isso, muitas vezes o termo é definido de modo mais genérico como regionalidade ou mesmo a tipicidade de terrenos. Mas não se confunda, é bem mais além e complexo que isso.   

É um conjunto de fatores como topografia, geologia, pedologia, drenagem, clima, microclima, castas, intervenção humana, cultura, história, tradição. Todos eles juntos, somados.

O termo remete ao espaço no qual se desenvolve as interações entre o ambiente físico e biológico, a fim de proporcionar características distintas aos produtos originários deste espaço.

Dessa relação mais íntima entre o solo e o microclima particular que surge um tipo específico de uva, por exemplo, que expressa livremente sua qualidade, tipicidade e identidade em um grande vinho. Tal qual um bom vinho, o cacau carrega características do terroir, que podem ser evidenciadas no chocolate.

O terroir e o chocolate

Do mesmo modo que as uvas, o sabor do cacau é fortemente influenciado pelo meio ambiente onde é produzido, imprimindo identidade de origem. Todos os fatores ambientais aliados aos tratos do cacaueiro, a forma de colheita do fruto, a fermentação e a secagem das amêndoas, tudo isso influencia decisivamente no sabor do chocolate.

O terroir do cacau do Sul da Bahia, por exemplo, resulta em chocolates que têm aromas frutados, que remetem a banana. É produzido em meio à mata atlântica, no sistema cabruca.

Minas Gerais conta com a fabricação de chocolates feitos com cacau cultivado por agricultores da região do Vale do Rio Doce. Apesar da dedicação ao cultivo do fruto, a produção ainda é tímida. 

O terroir do cacau mineiro traz uma acidez equilibrada e notas de caramelo ao chocolate. Além disso, a produção  de  chocolates bean to bar, por ser um processo lento, cuidadoso e a baixas temperaturas, permite conservar os nutrientes, agregando benefícios para a saúde do consumidor. 

Chocolates com alto teor de cacau produzidos com cacau de qualidade superior são menos amargos e mais palatáveis, portanto  possibilitam receitas com menos açúcares. logo, ao ingerir maior quantidade de cacau, é possível aproveitar  mais os nutrientes deste fruto, que é rico em antioxidantes e ferro, por exemplo.

O cacau proveniente da Floresta Amazônica contém notas florais e adocicadas. Apresentam notas mais marcantes de castanha e de jasmim, muito baixa acidez e adstringência.

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http://www.meuterroir.com/chocolate-da-bahia-fazenda-yrere/

https://www.canastrapremium.com.br/pagina-de-produto/bean-to-bar-81-cacau-rio-juru%C3%A1

https://paladar.estadao.com.br/noticias/comida,para-entra-no-mercado-de-chocolate-de-origem-confira-cinco-marcas,10000080394

https://www.em.com.br/app/noticia/agropecuario/2019/04/29/interna_agropecuario,1049672/minas-tambem-produz-cacau.shtml

http://www.annobon-chocolate.com/blog/2016/5/11/terroir

https://revistaadega.uol.com.br/artigo/voce-sabe-qual-o-significado-de-terroir_2655.html

Dia dos namorados combina com… chocolate!

Dia dos namorados combina com… chocolate!

O dia dos namorados é, além de uma data especial, um dia cheio de romantismo e sedução, em que os casais apaixonados comemoram o amor. Para datas importantes como esta, o presente mais adequado precisa trazer consigo a mensagem certa. E em ocasiões assim, o chocolate para o dia dos namorados é, sem dúvida, a melhor indicação.

Os chocolates carregam consigo várias mensagens que, aliadas ao simbolismo do dia 12 de junho, remetem ao amor, carinho e ideais para celebrar momentos felizes. Eles simbolizam a paixão, a sensualidade, demonstram desejo e atração.

 O chocolate é um afago nos corações dos apaixonados, especialmente, em tempos de distanciamento social, em que não podemos estar próximos de quem amamos.

No artigo de hoje vamos falar um pouco sobre o dia dos namorados e o porquê dos chocolates para essa data. Confira.

A origem do dia dos namorados

“Quem inventou o amor? Me explica, por favor.” já dizia Renato Russo.

Mas, explicar o amor não é tão fácil. Não há como explicar um sentimento tão puro e arrebatador que invade corações. O amor não precisa ser explicado, basta ser sentido e lembrado.

E é tanto amor envolvido, que um dia especial foi reservado para comemorar a união amorosa entre casais e namorados.

Você sabe a origem do dia dos namorados?

Alguns países comemoram o Dia dos Namorados no dia de São Valentim, 14 de fevereiro. São Valentim era bispo da igreja católica que foi proibido pelo imperador romano Claudius II de celebrar matrimônios durante a guerra, pois acreditava-se que o casamento enfraquecia os soldados. O bispo lutou contra tal ordem e continuou a realizar os casamentos às escondidas. Foi descoberto, preso e condenado à morte pelos seus atos.

Enquanto estava na prisão, recebeu vários bilhetes, cartões e flores de jovens apaixonados, que valorizavam e acreditavam no amor e no casamento. São Valentim apaixonou-se, enquanto aguardava o cumprimento de sua sentença, pela filha cega de um carcereiro, que por um milagre, recuperou a visão. Antes de sua execução ele escreveu uma carta de “adeus” à sua amada, na qual assinava como “seu namorado”. 

E, assim, a data de sua execução, 14 de fevereiro, ficou marcada como o dia dos namorados.

No Brasil a data é comemorada no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio conhecido como o “Santo Casamenteiro”. Mas, acredite, a inspiração para data foi na história de São Valentim.

O publicitário João Dória após uma viagem ao exterior, trouxe a ideia, inspirada no dia de São Valentim, para uma campanha cujo o slogan era “não é só com beijos que se prova o amor”. O propósito era incentivar a troca de presentes entres casais apaixonados como acontecia no dia de São Valentim em alguns lugares no mundo.

A escolha da data no Brasil está relacionada ao frei português Fernando de Bulhões, o Santo Antônio, que sempre pregava a importância do amor e do casamento. E por suas mensagens e convicções religiosas, após ser canonizado, ganhou fama de “santo casamenteiro”. E assim, escolheu-se o dia 12 de junho para o dia dos namorados no país, por ser véspera do dia de Santo Antônio.

Chocolates e o dia dos namorados

Chocolate combina com o dia dos namorados. A troca de chocolates virou tradição durante a comemoração amorosa. São caixas em formato de corações, assim como os próprios doces, com os mais diversos recheios.

E convenhamos, não há nada mais romântico e delicado do que trocar chocolates com quem amamos, eles, ainda, podem vir acompanhado por flores e cartões. Eles são de fato símbolos do Dia dos Namorados para os apaixonados do mundo inteiro. 

Mas, como surgiu essa tradição? 

Em meados de 1840, a ideia de comemorar o amor no dia dos namorados havia tomado a maior parte dos ingleses. Era considerada a idade de ouro de Cupido, o antigo Deus do amor na mitologia romana: os vitorianos puritanos, então, adoravam a noção de amor cortês e se esbaldavam com elaborados cartões e presentes. 

O britânico Richard Cadbury herdou de sua família uma fábrica de chocolate, onde era responsável pelas vendas. Ele assumiu os negócios no exato momento em que a fábrica havia aprimorado sua técnica de processamento do chocolate. A empresa extraía manteiga de cacau pura de grãos integrais e, com isso, produzia os chocolates mais saborosos do que a maioria dos britânicos já haviam provado. A Cadbury passou a produzir uma maior variedade de chocolates. 

Com esse enorme salto de sua fábrica, Richard Cadbury, aproveitando o ensejo que o dia dos namorados representava, passou colocar imagens familiares de cupidos e rosas em caixas em forma de coração. Apesar de não ter patenteado a caixa neste formato, acredita-se que ele foi o pioneiro na produção.

A ideia era comercializar os melhores chocolates nessas caixas, para além de encantarem no ato de presentear, haviam outros objetivos: além dos chocolates deliciosos, que após serem comidos, a caixa era tão bonita que podia ser usada repetidamente para guardar lembranças, desde mechas de cabelo a cartas de amor. 

A tradição de presentear no dia dos namorados com chocolates permanece até os dias atuais.

O clima de romance e sedução que envolve o dia dos namorados combinado ao chocolate estimula a sensação de desejo e de estar apaixonado. Os chocolates são capazes de despertar emoções.

Para o dia dos namorados deste ano, pode até parecer estranho, mas, em face do momento em que estamos vivendo, a distância é uma declaração de amor.

Os chocolates tem uma função mais que especial: encurtar distâncias e aproximar os corações apaixonados que não podem estar fisicamente juntos, são um caminho.

Por isso, preparamos, com todo carinho, os corações de chocolate, que expressam todo o amor. Embora eles não possam substituir o abraço apertado e a presença de quem amamos,

Eles afagam os corações apaixonados e dão a sensação de estar perto mesmo distantes. 

Gostou do nosso artigo? Assine nossa newsletter. E no dia dos namorados invista nos corações de chocolates da Java chocolates, eles são um afago quando não se pode estar perto.

Referências

https://www.letras.mus.br/renato-russo/252544/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Namorados

http://www.travely.com.br/historia-dia-dos-namorados-no-brasil-e-no-mundo/

https://www.finamac.com/br/noticias/2012/06/chocolate-uma-forma-saborosa-de-comemorar-o-dia-dos-namorados https://www.history.com/news/celebrating-valentines-day-with-a-box-of-chocolates

Os significados de chocolate de origem e cacau de origem

Os significados de chocolate de origem e cacau de origem

Vamos analisar o que é o chocolate de origem, entendendo antes a origem do cacau.  O termo origem é amplo, muitas vezes usado como marketing de forma simplista diante de todos os significados que tem no  chocolate feito do grão à barra, ou bean to bar.

A origem indica a localização geográfica do cacau utilizado – qual estado, qual região ou qual fazenda.

Estas informações podem indicar algumas características sensoriais esperadas do chocolate, dependendo da qualidade do manejo da fazenda até a fabricação da barra. Será que o terroir chegou até a barra final?

A origem não garante qualidade, mas gera expectativa disso.

Na Java Chocolates, temos cacau de duas origens de cacau:

  • Amazônia: mais especificamente do estado do Pará, que entrega uma suavidade e equilíbrio que comparamos a de vinhos de guarda. Um equilíbrio fantástico, que só podia ser da região que originou o cacau no mundo.
  • Minas Gerais: Agora temos também nosso xodó, o cacau mineiro, que nos lembra um vinho jovem – potente, com uma explosão de quem veio com tudo para o mundo do chocolate.

Relacionamento com o produtor, troca de conhecimento e experiências.

 A origem indica também procedência e rastreabilidade.

O fabricante de seu chocolate preferido só faz o pagamento e recebe o cacau em casa, limpinho e embaladinho?

Ou visita, ajuda a viabilizar frete e a entrega? Sabe indicar melhorias para o cacau? Sabe se a fazenda tem burro de carga, trator ou caminhão para transporte?

A origem indica quem faz.

O produtor é fazendeiro de terceira geração, exporta e já tem conhecimento há anos? Ou é gente nova nesse segmento, estuda e trabalha pesado para que o cacau fino seja o meio para melhorar a qualidade de vida?

Seu fabricante de chocolate valoriza esse esforço?

A Java Chocolates  valoriza. Gostamos de visitar as fazendas, ir a feiras e conversar com quem produz.

Neste ano de 2019, tivemos duas grandes surpresas:

Há três anos, conversamos com um produtor do Pará – família Brogni, Sítio Ascurra-  que estava começando a trabalhar com cacau fino. Voltamos a conversar no ano passado, e quando decidimos comprar, tivemos uma tristeza enorme : o cacau que tinham em estoque já tinha sido vendido no mercado de bolsa, a preço baixíssimo, pois não tinham comprador para cacau fino.

Tivemos que esperar a nova safra, que não decepcionou : no processo de conchagem, a fábrica foi tomada por um incrível aroma de brigadeiro, até a vizinhança ficou com vontade. Com o produto pronto, foram só elogios a esse produtor que nunca tinha conseguido vender o cacau como produto fino, mesmo tendo indicadores e laudos.

Depois de meses, ganharam o prêmio de melhor amêndoa de cacau no Festival Internacional do Chocolate em Belém. Vão para  Paris representar o Brasil! E pasmem, só nós comprávamos cacau fino deles.

A TV Globo filmou um pouquinho da história deles em 2020, assista: https://globoplay.globo.com/v/8690895/

Outra grande surpresa foi a descoberta do cacau mineirinho.

Depois de muito pesquisar e procurar, encontramos mineirinho fazendo cacau de qualidade!

Novamente, estavam fazendo há anos o processo de cacau fino sem  conseguir comprador que os remunerasse pela qualidade. Infelizmente, o fazendeiro que iniciou o processo de plantio e manejo do cacau fino faleceu dias antes de iniciarmos contato comercial.

Foi chamado de louco por plantar cacau nessa terra.

Não o conhecemos, mas não tem como não agradecer diariamente a ele pelo que fez. Só os filhos e netos conseguiram provar o chocolate feito com cacau só da fazenda mineira, uma materialização de um sonho de produção de cacau fino.

A Java Chocolates valoriza e ajuda o pequeno produtor que está estudando e se esforçando para produzir cacau fino e melhorar a vida no campo, ao invés de comprar só dos que já tem expertise e domínio de mercado.

A origem indica também a relação da fábrica de chocolate com a fazenda:

  • Há o tree to bar, em que o produtor do cacau também fabrica o chocolate (mesmo que com fábrica em cidade diferente da plantação).
  • Há o bean to bar, em que o produtor de chocolate faz o processamento do cacau até a barra.
  • Alguns usam um termo “farm to bar”, indicando que o controle é feito na fazenda pelo produtor e acompanhado pelo fabricante de chocolate. Entretanto, pressupõe-se que o bean to bar já faça isso, desta forma, pode ser mais uma gourmetização.

 

Até agora, falamos da origem do cacau, podemos então fechar com a origem do chocolate.

Ai juntamos tudo que falamos antes, colocamos na panela com o conhecimento em produzir e transformar a matéria prima no alimento sagrado que é o chocolate.

Nesta panela, entra também a questão de equipamentos. Aqui somos artesanais até em maquinários: fabricamos grande parte do equipamento que usamos.

Entra segurança e responsabilidade: temos rígido controle de alergênicos e seguimos à risca os manuais de boas práticas de fabricação.  Embalamos de forma hermética para entregar com a melhor qualidade.

Aqui, nossa origem de chocolate é baseada em cuidado, carinho, respeito e muita responsabilidade.

Veja mais vídeos sobre os produtores de cacau no nosso canal do Youtube: http://youtube.com/javachocolates