Como fazer temperagem com Mycryo

Como fazer temperagem com Mycryo

Como fazer temperagem com MYCRYO: O Mycryo, vendido pela Barry Callebaut, é uma manteiga de cacau consistentemente cristalizada na forma B5. Quando usamos Mycryo, estamos usando a técnica de semeadura – o que significa que estamos induzindo a cristalização da manteiga de cacau do chocolate na forma correta.

Você pode usar o mycryo, nossa manteiga de cacau pré-cristalizada ou raspas de um chocolate bem cristalizado, como ensino neste post

Aprenda mais sobre a ciência da temperagem de chocolate nobre.

Muitas pessoas perguntam se pode usar o mycryo para temperar nossos chocolates. SIM, você pode usar o Mycryo para temperagem de chocolate nobre Java, seguindo as temperaturas recomendadas pela Barry Callebaut. Nós também vendemos um produto que funciona da mesma maneira em nosso site. Conheça a nossa manteiga de cacau pré-cristalizada.

Vantagens de fazer temperagem com mycryo

  • Exige menos espaço físico
  • Não precisa ter bancada de granito ou mármore
  • O controle de  temperatura não precisa ser tão preciso (mas é altamente recomendado que seja)
  • Suja menos utensílios

Desvantagens de fazer temperagem com mycryo

  • Método mais demorado
  • Alto Custo do Mycryo
  • Dificuldade de encontrar
  •  

O Mycryo é um produto que facilita muito a vida da confeiteira que tem pouco espaço e não tem climatização em seu ambiente de trabalho. Porém, é comum ele ficar em falta no mercado em épocas de grande demanda, como Natal e Páscoa.

Por isso, criamos nossa versão de manteiga pré-cristalizada, que substitui o mycryo da mesma maneira em sua cozinha.

Mas ATENÇÃO: tanto o Mycryo quanto nossa manteiga pré-cristalizada não passam de manteiga de cacau – e elas perderão seus cristais com a oscilação de temperatura.

Resumindo: elas podem perder o efeito mágico de temperagem de forem armazenadas de maneira incorreta – ficarem em ambiente quente ou úmido.

Portanto, guarde estes produtos como seus tesouros. Mantenha em ambiente seco, fresco, de preferência, dentro de uma adega de vinhos. 

Como fazer temperagem com mycryo:

  • Derreta seu chocolate até atingir a temperatura indicada pelo fabricante. Mesmo que vá esfriar depois, precisa chegar à temperatura.
  • Deixe esfriar, mexendo de vez em quando, até chegar aos 34-35 graus.
  • Acrescente o equivalente a 1% do peso do seu chocolate de manteiga de cacau pré-cristalizada.
    • Nossa manteiga vem em bolinhas de 10 gramas, o que dá para temperar 1 kg de chocolate cada.
    • Rale ou pique em pedacinhos para facilitar a incorporação da manteiga.
  • Mexa até atingir a temperatura de temperagem descrita na embalagem do chocolate.
  • Depois, eleve para a temperatura de trabalho. Você pode fazer isso usando a pistola de ar quente ou colocando por alguns segundos no microondas.
  • Pronto, seu chocolate está pronto para ser usado para moldar bombons, tabletes ou fazer casquinhas.

Você vai notar que o chocolate ficou um pouco mais viscoso. Para testar a temperagem, mergulhe a pontinha de uma faca ou colher no chocolate e deixe alguns minutos em 20 graus (lembra do ar condicionado?) ou leve à geladeira.

Ele deve firmar, ficar com aspecto acetinado e cor uniforme. Ao encostar o dedo, não deve derreter facilmente.

Assista ao vídeo da Jéssica, da Confeita Fit, que utiliza o produto em suas produções com chocolate.

Temperou, resolveu?

A temperagem não dura pra sempre.

Depois de pronto, seu chocolate deve ser mantido em ambiente fresco e seco, senão os cristais vão se desfazendo, causando o fatbloom. Veja foto abaixo:

fatbloom = esquerda: chocolate não foi pré-cristalizado corretamente. Direita: chocolate foi armazenado em local inapropriado.

 

Portanto, seus produtos devem ficar armazenados em ambiente fresco e seco até chegarem a seu cliente. Caso contrário, ele perderá a cor e o formato originais. Caso isso aconteça, derreta o chocolate e faça a temperagem novamente.

 

Como derreter chocolate no microondas

Como derreter chocolate no microondas

Usar o microondas é a forma mais prática, rápida e segura para se derreter chocolate. Prática porque usa uma vasilha só, e segura porque, ao contrário do banho maria, o derretimento é feito a seco, sem o risco da água ou vapor entrarem em contato com o chocolate. Água e chocolate não combinam, portanto, se você quer trabalhar profissionalmente com chocolate. é interessante usar métodos secos sempre que possível.

Continue lendo para aprender como derreter chocolate no microondas.

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Chocolate artesanal – ou chocolate industrial derretido?

Chocolate artesanal – ou chocolate industrial derretido?

Chocolate artesanal muitas vezes é ligado à doceira ou à lojinha que fazem bombons sob encomenda. Mas você sabia que nesses casos, o chocolate utilizado quase sempre é industrial?  Então como podemos descobrir?

A confusão acontece por causa do nome dos produtos. No Brasil, chamamos de “chocolate” desde o chocolate em si (feito do cacau, vendido em barras e gotas para transformação) como os produtos feitos a partir do chocolate, como tabletes, barrinhas e bombons – e até brigadeiros.  Continue conosco e aprenda como diferenciar um chocolate artesanal do chocolate industrial.

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O que significa o termo bean to bar?

O que significa o termo bean to bar?

Já ouviu falar nos chocolates bean to bar? Sabe o que significa? É disso que vamos falar por aqui hoje.

Quando abrimos a embalagem de uma barrinha de chocolate, dificilmente paramos para pensar em tudo o que existe por trás dela. Da onde vem essa delícia? Do que ela é feita? Como funciona a sua cadeia de produção? 

“Poxa, eu só queria comer um chocolatinho…” — sim, nós sabemos. Mas, imagina que legal apreciar seu docinho sabendo que:

  1. Ele é produzido de maneira artesanal;
  2. Utiliza poucos ingredientes e esses, além de serem naturais, são bem selecionados;
  3. O chocolate maker acompanha todo o seu processo de produção, desde o contato com o agricultor, que planta o cacau, até o chocolate estar prontinho para ser consumido.

“Ok”— você pode pensar — “parece incrível. Mas sendo práticos, como eu vou saber tudo isso quando estiver escolhendo o meu chocolate, de forma rápida?

Isso é muito simples! É só procurar os chocolates bean to bar. Aqui neste artigo, vamos te explicar tudo sobre essa forma de produzir e consumir chocolates. Continue lendo!

O que é bean to bar?

Traduzindo de forma literal, bean to bar significa “do grão à barra”. Ou seja, que esses chocolates são feitos desde o grão de cacau até a barra. 

É provável que essa explicação desperte dúvidas como: “mas não é assim que todos os chocolates são produzidos?” — e a resposta é, não.

A maior parte dos chocolates são produzidos a partir de uma massa de cacau (os grãos já vem moídos e torrados) ou a partir de outro chocolate já pronto, que é derretido e transformado em um novo produto.

Por que essa é a forma de produção mais comum? Por se mais fácil e barata. Como os produtores recebem a massa de cacau ou o chocolate, não há seleção de grãos, nem uma grande preocupação com suas particularidades, como a safra, por exemplo.

Portanto, o valor da saca do cacau é menor, o que diminui o custo total da produção, consequentemente diminuindo o valor final do produto. Ou seja, é um processo de fabricação muito utilizado por empresas que produzem em larga escala.

“Tudo bem. Por que então surgiu essa categoria bean to bar? Se a forma de fabricação tradicional é mais fácil e barata?”

Fique com a gente até o final para descobrir!

Como surgiu?

Respondendo a pergunta feita acima, o nicho bean to bar surgiu por uma necessidade de mercado. 

Já faz algum tempo que o mundo em geral começou a ser mais consciente, em vários aspectos: alimentação, meio-ambiente, desperdício, etc. e esse tipo de preocupação começou a alterar a forma que as pessoas consomem seus produtos

Tendo isso em mente, em 2005, nos Estados Unidos foi iniciada a fabricação e produção de chocolates com poucos e selecionados ingredientes, fatos que os torna mais saudáveis e naturais. 

Além disso, esses produtores começaram a acompanhar todo o processo de fabricação do chocolate, desde a escolha do agricultor e da seleção dos melhores grãos até a modelagem da barra e seu embalagem. 

A partir desse processo, quem consome os bean to bar sabe que, além de estar desfrutando de um produto de qualidade, também está colaborando com uma cadeia de produção consciente, onde os preços pagos aos produtores primários são justos e há menos danos aos meio-ambiente.

Mas eles são gostosos?

Às vezes os produtos naturais sofrem com a estigma de não serem muito saborosos, o que leva algumas pessoas a decidirem por consumir a versão, digamos “menos natural” da mercadoria.

Porém , isso sem dúvida não é a realidade de muitos produtos, inclusive dos chocolates bean to bar. Por exemplo, podemos fazer um  comparativo do café com esse tipo de chocolate:

Assim como acontece com o café, o sabor e o aroma do cacau são influenciados pelo clima da região, as características do solo e a variedade dos grãos..

Aliás, olha que boa ideia: fazer uma degustação de bean to bar!

Como é o processo de fabricação?

Conforme foi supracitado  uma das vantagens — tanto em relação ao sabor quanto em relação ao consumo consciente — desse tipo de doce é o seu processo de fabricação diferenciado. Confira agora como a mágica acontece:

Análise

 É a partir do processo de análise que os chocolate makers irão identificar a qualidade e as especificidades da amêndoa do cacau e assim desenvolver receitas coerentes com essas nuances.

Torra

A torra é um processo muito importante, que vai imprimir ao chocolate bean to bar seu aroma e sabor. As principais variáveis nesta etapa são o tempo e a temperatura em que as amêndoas serão torradas.

E caso sejam cometidos erros, o chocolate fica comprometido, independentemente da qualidade do cacau utilizado.

Separação de cascas

Após saírem da torra, as amêndoas são deixadas para “descansar” em temperatura ambiente, até que esfriem o suficiente para o processo de separação de cascas ser iniciados.

Essa operação é necessário, pois a parte do cacau que é utilizada para a fabricação de chocolates — conhecida como nibs de cacau — é revestida por uma membrana eu sabor amargo, então nesse processo, os nibs são separados e as membranas descartadas.

Refino e conchagem

Agora que temos os nibs de cacau devidamente separados é iniciado o processo de refino dos mesmos.

É aqui no refino que os outros ingredientes da receita serão incluídos. Tudo é milimetricamente controlado para que não haja perda de sabor durante o refinamento.

Na mesma máquina ocorre a conchagem, que é o que garante a suavidade e a maciez do produto final.

Modelagem e resfriamento

É aqui que o chocolate assume a forma na qual vamos encontrá-lo. Após o processo de modelagem, o bean to bar passa pelo resfriamento, que pode ser feito em túneis ou geladeiras

Embalagem

Pode ser feita por meio de máquinas ou a mão, depende da preferência do fabricante.

Seja por conta da pequena quantidade de ingredientes, por reduzir os impactos negativos no meio-ambiente, para afinar seu paladar em relação aos chocolates ou quem sabe, por todos os motivos citados, o bean to bar veio para ficar.

Certamente, se você der uma chance, ele vai conquistar um lugar na sua despensa —  e no seu coração.

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Referências:

https://falauniversidades.com.br/bean-to-bar-a-nova-forma-de-fabricar-chocolate/#:~:text=A%20tend%C3%AAncia%20Bean%20to%20Bar,cacau%20at%C3%A9%20o%20produto%20final.

 

Bean to bar - quais chocolates entram nesta categoria?

Tabua de selecao de cacau

Traduzindo de forma literal, bean to bar significa “do grão à barra”. Ou seja, que esses chocolates são feitos desde o grão de cacau até a barra. em 2005, nos Estados Unidos foi iniciada a fabricação e produção de chocolates com poucos e selecionados ingredientes, fatos que os torna mais saudáveis e naturais. Além disso, esses produtores começaram a acompanhar todo o processo de fabricação do chocolate, desde a escolha do agricultor e da seleção dos melhores grãos até a modelagem da barra e sua embalagem. A partir desse processo, quem consome os bean to bar sabe que, além de estar desfrutando de um produto de qualidade, também está colaborando com uma cadeia de produção consciente, onde os preços pagos aos produtores primários são justos e há menos danos aos meio-ambiente.