Chocolate artesanal – ou chocolate industrial derretido?

Chocolate artesanal – ou chocolate industrial derretido?

Chocolate artesanal muitas vezes é ligado à doceira ou à lojinha que fazem bombons sob encomenda. Mas sabia que nesses casos, o chocolate utilizado quase sempre é industrial? Então como podemos definir?

Chocolate artesanal pode ser interpretado como um chocolate que foi feito desde o grão do cacau de forma artesanal. Como?

(mais…)

Chocolate amargo tem baunilha?

Chocolate amargo tem baunilha?

Chocolate amargo quase sempre tem baunilha. Tente se lembrar do chocolate de infância, do aroma deste chocolate. Pode ter certeza que você se associou o cheiro de chocolate com baunilha. Mas chocolate amargo precisa ter baunilha?

Por que se usa baunilha no chocolate?

O aroma de baunilha é amplamente utilizado como truques ou forma de camuflar o sabor de um cacau de qualidade baixa. Nesse caso, significa não ter tido um manejo ou cuidado adequado. Por isso, nada mais lógico para grandes indústrias do que camuflar o aroma e sabor com o imbatível aroma da baunilha.

Esta prática é tão antiga que todos nós naturalmente associamos o cheiro de chocolate ao cheiro de baunilha – até mesmo os kits de treinamento olfativo de vinhos cometem esse engano.

Veja bem: a baunilha em si não é um problema. Esta especiaria é muito apreciada na confeitaria em geral e pode chegar a valores altíssimos. A questão é quando ela é usada para mascarar defeitos.

Veja esta Foto de cacau em porto de Amsterdam (créditos: Chocolate Journalist) . Cacau sujo, mofado, velho, com umidade. É esse tipo de cacau que vira chocolate amargo em muitas fábricas grandes, e a baunilha faz “o papel” de nivelar sabor.

Funciona assim: esse cacau chega à indústria, onde sofre uma sobretorra para eliminar microorganismos que podem nos causar doenças. Essa torra é feita em altas temperaturas, para garantir a esterilização deste cacau doente, que fica com gosto de queimado. Para amenizar o gosto de queimado, taca açúcar, leite e baunilha!

Você já sentiu dificuldade em comer um chocolate amargo? Sentiu ele realmente amargando a boca? Com certeza seu paladar captou o gosto de queimado!

Existe chocolate amargo sem baunilha?

Sim, porém, é uma pequena parte. Por que? Simples, cacau com boa qualidade e sabor de verdade é caro, por isso, menos do que 5% da produção mundial é de cacau fino. O restante, cacau bulk, o feioso aí da foto, jamais poderia ser usado para fabricar um chocolate sem baunilha. É um cacau que não tem um mínimo tratamento, cuidado ou zelo.

É o cacau que faz aquele chocolate amargo difícil de engolir (mesmo estando embalado em uma caixa maravilhosa e importada).

Por que preferir chocolate sem baunilha?

Vamos fazer um paralelo com o café: é possível tomar uma xícara sem açúcar se o café for de baixa qualidade? Não. Por isso, um café sem açúcar precisa ser de alta qualidade.

Para o chocolate, é muito similar. O bom chocolate não precisa ter e em geral não tem baunilha. Quando tem, é porque fará diferença no sabor. Já o chocolate que usa um cacau ruim, obrigatoriamente, usará um aromatizante como camuflagem da baunilha para se tornar palatável. E não importa se for natural ou artificial, a função dela ali é clara: corrigir defeito.

Não há processo que corrija um cacau ruim.

Para nós, chocolate não é doce, é alimento – sem baunilha.

Chocolate amargo ou chocolate intenso?

Chocolate com mais cacau começou a ser chamado de chocolate amargo, mas sabia que não é a melhor definição? Outras definições são chocolate dark, devido à cor mais escura por ter mais cacau, e a que preferimos: chocolate intenso.

Amargo é uma palavra que denota um defeito do chocolate. Amargor é ruim, causado pela sobre torra de cacau que não teve um processo para desenvolver os melhores sabores, ou por processo falho da fábrica.

Nossa cultura é de muito açúcar e muito leite, portanto, num primeiro momento, pode parecer impactante consumir um chocolate amargo, com 70% de cacau, mesmo sabendo que é mais saudável. A boa notícia é que nosso paladar é totalmente adaptável. Comece aumentando a qualidade e o teor de cacau do seu chocolate diário e verá que com o passar do tempo, ficará muito mais gostoso apreciar o sabor do cacau, sem precisar de baunilha.

Saiba mais sobre chocolate de origem, sobre o processo e o desenvolvimento de sabor de cacau especial.

O que significa o termo bean to bar?

O que significa o termo bean to bar?

Já ouviu falar nos chocolates bean to bar? Sabe o que significa? É disso que vamos falar por aqui hoje.

Quando abrimos a embalagem de uma barrinha de chocolate, dificilmente paramos para pensar em tudo o que existe por trás dela. Da onde vem essa delícia? Do que ela é feita? Como funciona a sua cadeia de produção? 

“Poxa, eu só queria comer um chocolatinho…” — sim, nós sabemos. Mas, imagina que legal apreciar seu docinho sabendo que:

  1. Ele é produzido de maneira artesanal;
  2. Utiliza poucos ingredientes e esses, além de serem naturais, são bem selecionados;
  3. O chocolate maker acompanha todo o seu processo de produção, desde o contato com o agricultor, que planta o cacau, até o chocolate estar prontinho para ser consumido.

“Ok”— você pode pensar — “parece incrível. Mas sendo práticos, como eu vou saber tudo isso quando estiver escolhendo o meu chocolate, de forma rápida?

Isso é muito simples! É só procurar os chocolates bean to bar. Aqui neste artigo, vamos te explicar tudo sobre essa forma de produzir e consumir chocolates. Continue lendo!

O que é bean to bar?

Traduzindo de forma literal, bean to bar significa “do grão à barra”. Ou seja, que esses chocolates são feitos desde o grão de cacau até a barra. 

É provável que essa explicação desperte dúvidas como: “mas não é assim que todos os chocolates são produzidos?” — e a resposta é, não.

A maior parte dos chocolates são produzidos a partir de uma massa de cacau (os grãos já vem moídos e torrados) ou a partir de outro chocolate já pronto, que é derretido e transformado em um novo produto.

Por que essa é a forma de produção mais comum? Por se mais fácil e barata. Como os produtores recebem a massa de cacau ou o chocolate, não há seleção de grãos, nem uma grande preocupação com suas particularidades, como a safra, por exemplo.

Portanto, o valor da saca do cacau é menor, o que diminui o custo total da produção, consequentemente diminuindo o valor final do produto. Ou seja, é um processo de fabricação muito utilizado por empresas que produzem em larga escala.

“Tudo bem. Por que então surgiu essa categoria bean to bar? Se a forma de fabricação tradicional é mais fácil e barata?”

Fique com a gente até o final para descobrir!

Como surgiu?

Respondendo a pergunta feita acima, o nicho bean to bar surgiu por uma necessidade de mercado. 

Já faz algum tempo que o mundo em geral começou a ser mais consciente, em vários aspectos: alimentação, meio-ambiente, desperdício, etc. e esse tipo de preocupação começou a alterar a forma que as pessoas consomem seus produtos

Tendo isso em mente, em 2005, nos Estados Unidos foi iniciada a fabricação e produção de chocolates com poucos e selecionados ingredientes, fatos que os torna mais saudáveis e naturais. 

Além disso, esses produtores começaram a acompanhar todo o processo de fabricação do chocolate, desde a escolha do agricultor e da seleção dos melhores grãos até a modelagem da barra e seu embalagem. 

A partir desse processo, quem consome os bean to bar sabe que, além de estar desfrutando de um produto de qualidade, também está colaborando com uma cadeia de produção consciente, onde os preços pagos aos produtores primários são justos e há menos danos aos meio-ambiente.

Mas eles são gostosos?

Às vezes os produtos naturais sofrem com a estigma de não serem muito saborosos, o que leva algumas pessoas a decidirem por consumir a versão, digamos “menos natural” da mercadoria.

Porém , isso sem dúvida não é a realidade de muitos produtos, inclusive dos chocolates bean to bar. Por exemplo, podemos fazer um  comparativo do café com esse tipo de chocolate:

Assim como acontece com o café, o sabor e o aroma do cacau são influenciados pelo clima da região, as características do solo e a variedade dos grãos..

Aliás, olha que boa ideia: fazer uma degustação de bean to bar!

Como é o processo de fabricação?

Conforme foi supracitado  uma das vantagens — tanto em relação ao sabor quanto em relação ao consumo consciente — desse tipo de doce é o seu processo de fabricação diferenciado. Confira agora como a mágica acontece:

Análise

 É a partir do processo de análise que os chocolate makers irão identificar a qualidade e as especificidades da amêndoa do cacau e assim desenvolver receitas coerentes com essas nuances.

Torra

A torra é um processo muito importante, que vai imprimir ao chocolate bean to bar seu aroma e sabor. As principais variáveis nesta etapa são o tempo e a temperatura em que as amêndoas serão torradas.

E caso sejam cometidos erros, o chocolate fica comprometido, independentemente da qualidade do cacau utilizado.

Separação de cascas

Após saírem da torra, as amêndoas são deixadas para “descansar” em temperatura ambiente, até que esfriem o suficiente para o processo de separação de cascas ser iniciados.

Essa operação é necessário, pois a parte do cacau que é utilizada para a fabricação de chocolates — conhecida como nibs de cacau — é revestida por uma membrana eu sabor amargo, então nesse processo, os nibs são separados e as membranas descartadas.

Refino e conchagem

Agora que temos os nibs de cacau devidamente separados é iniciado o processo de refino dos mesmos.

É aqui no refino que os outros ingredientes da receita serão incluídos. Tudo é milimetricamente controlado para que não haja perda de sabor durante o refinamento.

Na mesma máquina ocorre a conchagem, que é o que garante a suavidade e a maciez do produto final.

Modelagem e resfriamento

É aqui que o chocolate assume a forma na qual vamos encontrá-lo. Após o processo de modelagem, o bean to bar passa pelo resfriamento, que pode ser feito em túneis ou geladeiras

Embalagem

Pode ser feita por meio de máquinas ou a mão, depende da preferência do fabricante.

Seja por conta da pequena quantidade de ingredientes, por reduzir os impactos negativos no meio-ambiente, para afinar seu paladar em relação aos chocolates ou quem sabe, por todos os motivos citados, o bean to bar veio para ficar.

Certamente, se você der uma chance, ele vai conquistar um lugar na sua despensa —  e no seu coração.

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Referências:

https://falauniversidades.com.br/bean-to-bar-a-nova-forma-de-fabricar-chocolate/#:~:text=A%20tend%C3%AAncia%20Bean%20to%20Bar,cacau%20at%C3%A9%20o%20produto%20final.

 

Bean to bar - quais chocolates entram nesta categoria?

Tabua de selecao de cacau

Traduzindo de forma literal, bean to bar significa “do grão à barra”. Ou seja, que esses chocolates são feitos desde o grão de cacau até a barra. em 2005, nos Estados Unidos foi iniciada a fabricação e produção de chocolates com poucos e selecionados ingredientes, fatos que os torna mais saudáveis e naturais. Além disso, esses produtores começaram a acompanhar todo o processo de fabricação do chocolate, desde a escolha do agricultor e da seleção dos melhores grãos até a modelagem da barra e sua embalagem. A partir desse processo, quem consome os bean to bar sabe que, além de estar desfrutando de um produto de qualidade, também está colaborando com uma cadeia de produção consciente, onde os preços pagos aos produtores primários são justos e há menos danos aos meio-ambiente.

Chocolates zero lactose e saudáveis da Java Chocolates

Chocolates zero lactose e saudáveis da Java Chocolates

 Os chocolates zero lactose da Java Chocolates expressam tudo o que a empresa realmente é: preocupada com alimentação natural, saudável e inclusiva.

A Java Chocolates busca alinhar esse conceito aos chocolates sem abrir mão do sabor.

Por isso são feitas várias pesquisas, buscas por melhores matérias primas e fornecedores, aperfeiçoamento nos processos produtivos e muito aprendizado técnico, além dos testes de diversas fórmulas para combinar os ingredientes da maneira mais harmônica e saudável, a fim de oferecer um produto autêntico para você e o mercado, e que também seja gostoso.

Dentre os alimentos funcionais, tratamos de escolher o chocolate mais nutritivo e gostoso, as frutas mais suculentas e as amêndoas mais crocantes, sempre nos certificando da naturalidade dos ingredientes e sua origem.

A sua saúde é muito importante para nós e, por isso, levamos muito a sério a questão das alergias e intolerâncias alimentares e garantimos a ausência de glúten.

A nossa fábrica é cuidadosa e minuciosa quanto a higienização dos equipamentos, especialmente, após a manipulação de oleaginosas. Nos preocupamos muito com a idoneidade dos nossos fornecedores, minimizando os riscos da contaminação cruzada por glúten e outros alérgenos, garantindo segurança e cuidado.

Durante todo o processo de desenvolvimento temos auxílio de nutricionistas e engenheiros de alimentos para garantir a segurança dos produtos. 

Somos artesanais na produção e no coração. Estamos sempre atentos aos pequenos detalhes que fazem toda a diferença no produto final. No artigo de hoje, vamos falar um pouquinho mais sobre os chocolates Java. Vale a pena conferir essas delícias. Acompanhe.

A origem do chocolate Java 

Nosso cacau tem duas origens: o cacau de origem amazônica e o cacau mineiro. 

O cacau de origem amazônica tem o seu plantio, colheita e beneficiamento feito por cooperativas de agricultura familiar e pequenos produtores no estado do Pará. O cacau apresenta notas gustativas diferentes do cacau da Bahia, que é o mais conhecido no Brasil, pois contém notas florais e adocicadas. Apresentam notas mais marcantes de castanha e de jasmim, muito baixa acidez e adstringência.

Após quatro anos trabalhando somente com cacau de origem Amazônica, descobrimos, na região do Rio Doce em Minas Gerais, uma fazenda dedicada ao cultivo e manejo do fruto. O cacau mineiro traz uma acidez equilibrada e notas de caramelo ao chocolate, uma experiência diferente do cacau amazônico. Porém, também muito saboroso, autêntico e intenso.

O terroir, o manejo cuidadoso da terra e do fruto durante e após a colheita, evidencia os aromas e sabores do cacau, que serão arredondados na etapa de torra. Tudo começa realmente é com a escolha do cacau. E para produzir chocolate de verdade e com excelência, precisamos de poucos ingredientes, mas é necessário mais tempo e atenção aos detalhes.

As amêndoas de cacau são minuciosamente selecionadas quando chegam à nossa fábrica. Posteriormente, são torradas à baixa temperatura. Cada origem de cacau e cada safra tem uma curva de torra diferente, que ajustamos a cada lote recebido, para desenvolver ao máximo o potencial daquela amêndoa. Também há variação na curva de torra dependendo do chocolate que será feito. 

Os chocolates da Java

Os chocolates Java são feitos com ingredientes naturais de alta qualidade e com rastreabilidade. Seguimos rigorosamente as boas práticas de fabricação, incluindo o controle de alérgenos.

Para nós, tão importante quanto ser gostoso o chocolate, é ser seguro.  

O nosso objetivo é que todos possam deliciar-se com os nossos chocolates zero lactose, desde o crítico gastronômico renomado que valoriza ingredientes locais até a criança alérgica a leite de vaca. E, por isso, fazemos o rastreamento dos ingredientes para garantirmos a segurança do alimento. Nossas fórmulas são balanceadas priorizando o sabor e preservando as características nutricionais do alimento.

Nossos chocolates finos não têm glúten, leite ou soja, apenas manteiga de cacau, nada de gorduras, vegetais hidrogenadas, sem aromatizantes e sem conservantes, somente qualidade e sabor.

Buscamos atender com respeito e dedicação às pessoas que ainda têm muita dificuldade ou restrições para se alimentar no Brasil: as pessoas alérgicas, sensíveis e intolerantes a determinados alimentos. 

Valorizamos os alimentos naturais ou minimamente processados, levamos muito a sério a saúde e queremos que as pessoas com restrições alimentares possam desfrutar de chocolates que sejam saborosos e saudáveis. A nossa produção reflete justamente isso. Portanto, celíacos, intolerantes, alérgicos e diabéticos, podem ficar tranquilos: os chocolates Java também atendem a vocês.

Vamos conhecer os sabores?

Os nossos corações de chocolates atendem a todos os gostos e são perfeitos para presentear. São todos veganos, não utilizam nem matérias primas e nem mão de obra de origem animal. Não têm glúten, leite, zero lactose e soja, como todos os chocolates Java

Oferecemos também os bombons com autêntico sabor Java Chocolates, em três opções: bombom de Chocolate 70% cacau recheado com ganache de chocolate intenso, feito com óleo de coco; bombom de Chocolate 70% cacau recheado com manteiga de amêndoas, sabor doce, zero açúcar e adoçado somente com Eritritol; e bombom lowcarb de Chocolate 70% cacau adoçado com xilitol, recheado ganache de chocolate (feito com óleo de coco), zero açúcar, sabor doce, adoçado somente com Xilitol.

As barrinhas de chocolate são deliciosas e atendem aos mais variados gostos e necessidades.

Na Java Chocolates você ainda encontra a barra culinária com a mesma qualidade e sabor das barrinhas de chocolate.

Com certeza você ficou com água na boca depois de ler esse artigo. Experimente os nossos produtos. Visite nossa loja.

Como o cacau vira chocolate

Como o cacau vira chocolate

Neste post, iremos explicar como o cacau vira chocolate, começando sobre o processo de produzir nibs de cacau até o chocolate, do grao à barra – bean to bar. Existem algumas variações no processo, mas vamos contar um pouquinho de como fazemos aqui na JAVA.

A colheita.

NA FAZENDA, o fruto é colhido com cuidado, para não machucar a casca e não oxidar a polpa, importante para desenvolver os aromas complexos do cacau.

o cacau e sua polpa.

Fermentação.

Os frutos então são abertos, e as sementes e polpa são fermentadas por alguns dias. Nisso, o embrião das sementes morrem, e  passamos a chamá-las de amêndoa.

 

fermentação de cacau na fazenda.

Secagem.

Elas então seguem para um processo de secagem:

esteira de secagem

Seleção.

Depois de secas, as amêndoas de cacau chegam à nossa fábrica, onde são selecionadas para retirar possíveis impurezas (pedrinhas, galhos, grãos defeituosos)

Amêndoas de cacau durante a seleção.

Torra.

Depois de selecionadas, as amêndoas são torradas a baixa temperatura.

Cada origem de cacau e cada safra tem uma curva de torra diferente, que ajustamos a cada lote recebido, para desenvolver ao máximo o potencial daquela amêndoa. Também há variação na curva de torra dependendo do chocolate que será feito. Nosso chocolate 100% usa um cacau com torra diferente do 63%, por exemplo.

Descasque.

Após a torra, as amêndoas são descascadas, dando origem aos famosos NIBS de cacau.

Moagem, refino e conchagem.

Por fim, os nibs de cacau são moídos em moinho de pedra por cerca de 48 horas (dependendo da fórmula do chocolate, da safra, do clima…) para se transformarem em chocolate de origem.

Nesta etapa, são acrescentados os outros ingredientes, como açúcar e a manteiga de cacau.

moinho de pedra

Transformando em tabletes.

O chocolate pronto então é pré-cristalizado e moldado em tabletes, barras e bombons.

Depois, são embalados hermeticamente e colocados a mão na caixinha.

Todas as etapas destes processos possuem escolhas que interferem no sabor do chocolate que chega até você, e por isso, os chocolates artesanais são tão diferentes entre si. 

Poucas empresas valorizam o cacau de origem e como fazer nibs de cacau e chocolate

Dependendo do foco da empresa, não importa como o cacau é plantado, colhido e processado – utilizam o cacau bulk, que tem status de commodity. 

De forma direta: é o cacau comprado pelo preço mínimo, sem análise de sabor e sem nenhum cuidado pós colheita.

Façamos um paralelo com o mercado de café: tem o café de bolsa, de baixa qualidade e pureza, que é comprado por indústrias que dão aquela sobretorra para disfarçar sabores estranhos e o vendem barato, como “extra-forte”. Com o cacau é a mesma coisa: cacau de diversas origens, baixo nível de pureza, sobretorra e aromatizante de baunilha para disfarçar e padronizar.

Vale a reflexão – como fazer nibs de cacau e chocolate pode fazer diferença?

De onde vem o cacau daquele chocolate barato? Quais as condições de trabalho na lavoura?  Como o cacau vira chocolate de forma ética?

Além do sabor, outros pontos impactam o cacau commodity. Como é um produto sem valor agregado, o agricultor fica a mercê das variações do clima e do mercado de bolsa, muitas vezes vendendo cacau por menos do que foi gasto para produzi-lo. Comprando o cacau fino, ajudamos esses cacauicultores a valorizar o trabalho, sem depender do preço de bolsa e conseguir um preço decente para o árduo trabalho que tiveram.

Criando valor no campo, as famílias podem continuar unidas em suas propriedades, vivendo dignamente, e contribuindo com o meio ambiente. Os filhos que antes saiam para estudar e morar na cidade por falta de alternativas, podem voltar e aplicar a ciência no campo.

Para nós, isso importa. Esse é o futuro que queremos. Vamos fazer juntos?

Temperagem de chocolate nobre – manual para pequenas produções

Temperagem de chocolate nobre – manual para pequenas produções

Parabéns! Você escolheu um chocolate nobre de alta qualidade, puro, saudável e premium. Agora chegou a hora de aprender a temperagem de chocolate nobre e transformá-lo em deliciosas obras de arte! 

O conteúdo deste artigo de temperagem de chocolate nobre está dividido em blocos, para que a informação que você precisa seja facilmente encontrada. Tentei mesclar teoria e prática, e colocar informações técnicas de maneira mais simples possível. Se ainda tiver dúvidas, envie um comentário e ajude a melhorar este post! Ele serve tanto para chocolate amargo quanto para chocolate zero lactose.

Para que serve a temperagem?

 

Chocolate feito apenas com manteiga de cacau, também conhecido como chocolate puro ou chocolate nobre, precisa ser temperado para formar bombons, tabletes e outras formas sólidas.

A temperagem garante que seu produto fique brilhante e firme em temperatura ambiente, e evita que os produtos derretam facilmente nas mãos.

A temperagem também é responsável pela retração do chocolate – se a técnica não for bem feita, você terá dificuldade de soltar seu bombom da forminha.

Quando preciso temperar?

 

A pré-cristalização só é necessária quando se quer formar casquinhas, banhar bombons, pão de mel, alfajor, moldar tabletes ou formas rígidas e ocas, como ovos de páscoa, esculturas e decorações de chocolate. O processo de temperagem de chocolate nobre é necessário para ficar durinho e brilhante em temperatura ambiente.

Casquinha de ovo de páscoa perfeito

Para fazer casquinha de ovo de páscoa a pré-cristalização é extremamente importante.

Quando não preciso temperar?

 

A temperagem de chocolate nobre não precisa ser feita para recheios, brigadeiro, ganache, gotinhas dentro de bolos e biscoitos.

recheio de bolo não precisa de temperagem.

Temperou, resolveu?

 

A temperagem não dura pra sempre.

Depois de pronto, seu chocolate deve ser mantido em ambiente fresco e seco, senão os cristais vão se desfazendo, causando o fatbloom. Veja foto abaixo:

fatbloom = esquerda: chocolate não foi pré-cristalizado corretamente. Direita: chocolate foi armazenado em local inapropriado.

Qual é o seu objetivo?

 

Você quer trabalhar com chocolate ou fazer bombons para a festinha do seu filho?

Seus chocolates serão consumidos em 2, 3 dias ou devem durar meses?

Seu objetivo que vai definir o nível de rigor às práticas a seguir. Este manual foi escrito para quem quer iniciar uma pequena produção de chocolates.

Se você quer fazer bombons para presentear alguém ou para a festinha do seu sobrinho, faça com calma e usando o que você já tem. Com certeza seu esforço valerá a pena e será reconhecido.

Muitas receitas pela internet apenas derretem o chocolate nobre, colocam em forminhas de silicone e levam ao freezer. Não há problema algum se você for consumir no mesmo dia e manter em geladeira.

Porém, se a intenção é trabalhar profissionalmente com receitas de chocolate, é recomendado dominar a técnica de temperagem de chocolate nobre e garantir vida longa, beleza e segurança do seu produto.

O que significa temperagem?

Sempre que ouço o termo temperar, imagino a pessoa colocando sal, vinagre e azeite no chocolate!

A palavra temperagem deriva de têmpera, e não tempero. É um termo conhecido popularmente no Brasil para a técnica de pré-cristalização, assim como o termo choque-térmico.

Quando falamos de temperagem de chocolate nobre ou choque térmico, o que queremos dizer é pré-cristalização.

Na prática, a técnica consiste em resfriar o chocolate nobre durante determinado tempo, fazendo movimentos de cisalhamento, para se obter cristais de manteiga de cacau no formato correto.

A grosso modo, a manteiga de cacau é uma gordura polimorfa, ou seja, cristaliza em formas diferentes. Para um chocolate brilhante, acetinado, com quebra limpa e estável, induzimos a formação do cristal B5.

Quebra limpa, ou snap, é indicativo de qualidade da pré-cristalização. Ao quebrar, o chocolate é duro e forma as ranhuras vistas na foto acima.

Sem a presença desse cristal, o chocolate derrete facilmente, desenvolve manchas marmorizadas, fica acinzentado e fica difícil soltar da forminha, como na foto anterior, à esquerda.

Quem quer saber da prática: calma, é mais difícil ler do que fazer.

Com a prática, você vai saber o grau de temperagem do chocolate só observando seu brilho e sua viscosidade, e o trabalho passará de custoso para prazeroso!

Continue lendo para saber mais sobre temperagem de chocolate nobre!

 

A pré-cristalização dá brilho, estabilidade e facilita a desmoldagem.

4 Maneiras de temperar o chocolate

 

Existem 4 maneiras de temperar o chocolate para pequenas produções:

  • Temperagem direta
  • Semeadura
  • Temperagem na pedra de mármore
  • Banho Maria Invertido

Você vai precisar de:

  • Paciência
  • Vasilha para derreter o chocolate
  • Espátula de silicone, tipo pão duro
  • Duas espátulas duras
  • Termômetro – pode ser infravermelho ou de espeto, mais simples (recomendado)
  • Paciência
  • Resiliência se tudo der errado
  • Disposição para começar de novo.
utensílios para começar.

Chocolate puro é tinhoso, requer prática e paciência e resiliência. Paciência para executar um processo minucioso diversas vezes, e resiliência porque… mesmo com anos de prática, vai ter dia que tudo vai dar errado. O bom é que quando dá errado, conseguimos derreter e começar tudo de novo!

Fatores que influenciam a qualidade da temperagem

 

Antes de começar, se você quer fazer um produto que dure mais e se mantenha estável por mais tempo, deve se atentar aos detalhes abaixo:

Temperatura do ambiente

Chocolate exige temperaturas e umidade relativa do ar baixas, algo em torno de 21 graus e 60% UR. O ideal é trabalhar com ar condicionado ligado.

Quem vive no Brasil e quer trabalhar com chocolate profissionalmente, precisa ter ar condicionado, não tem jeito.

Se você não tiver, procure trabalhar com o chocolate nos períodos mais frescos do dia, como de manhã bem cedo ou a noite. Isso vai aumentar sua chance de acerto.

Venda sua produção, junte um dinheirinho e invista no ar condicionado. Vai por mim.

Eu comecei temperando chocolate de madrugada. Depois, comprei um ar condicionado para o quarto e montei uma mesinha para fazer o processo lá. Aprendi muito com os erros desta época.

Umidade do ambiente

Novamente, o ar condicionado ajuda muito a controlar a umidade do ambiente. Umidade relativa do ar elevada deixará o chocolate muito viscoso, difícil de trabalhar e pode causar um problema muito sério quando tiramos os moldes da refrigeração.

É que a umidade do ar poderá condensar na superfície do seu produto (sabe quando tiramos alguma coisa da geladeira e ela começa a suar?), causando defeitos como sugarbloom e até permitindo a proliferação de fungos na superfície do chocolate.

O sugarbloom é um defeito irreversível no chocolate, e fungos podem causar doenças e intoxicação alimentar, portanto, cuide da umidade do seu local de trabalho.

Umidade das coisas

Muito cuidado também com a umidade dos utensílios. Qualquer gota de água presente na dobrinha da vasilha ou na espátula, pode atrapalhar todo seu processo.

Lembre-se: água e chocolate não combinam.

 

Temperatura dos utensílios

Utensílios muito quentes farão seu chocolate perder a pré-cristalização.

Utensílios muito frios, farão que o chocolate cristalize de maneira errada e no lugar errado. Você vai ter chocolate endurecendo na espátula, no fundo da vasilha por exemplo, o que atrapalha muito o trabalho.

 

Temperatura do chocolate

A temperatura de derretimento, temperagem e trabalho são importantes para o resultado final. Essas informações são fornecidas pelo fabricante, e estão relacionadas a formulação do chocolate.

Se aquecer demais o chocolate nobre ao derreter, pode queimar.

Se esquentar de menos, não destruirá os cristais indesejados, e causará defeito no produto final.

tabletes com defeito voltando para a etapa de derretimento.

Abaixo, a tabela de temperaturas genéricas recomendadas para os chocolates Java. Cada produto tem uma etiqueta indicando as temperaturas recomendadas.

 DerretimentoTemperagemTrabalho
Chocolate Branco vegano   402829
Chocolate ao leite de coco vegano   
Chocolate amargo4029 / 3032

 

Como derreter o chocolate

 
Nunca derreta o chocolate diretamente na panela. A chance de queimar é ENORME.
 
Banho Maria: pegue uma panela cuja boca você consiga encaixar a vasilha sem deixar sobrar espaço nas laterais. Coloque água na panela e encaixe a vasilha, de forma que a água e o vapor não saiam pelas laterais.
Lembre-se: água e chocolate não combinam.
Leve a panela ao fogo, coloque o chocolate na vasilha e aguarde o chocolate começar a derreter. Vá mexendo até o chocolate ficar totalmente líquido. 
Demora mesmo – tenha paciência.  
Meça a temperatura: ele deve estar entre 40 e 45 graus (sempre consulte as temperaturas recomendadas pelo fabricante)
Por muito tempo, usei esta derretedeira elétrica para manter a temperatura de trabalho do chocolate enquanto moldava. Vale a pena o investimento.
Microondas: apesar de muita gente ter medo do microondas, eu acho que é o método mais seguro, limpo e prático para se derreter o chocolate.
Coloque o chocolate em uma vasilha adequada para levar ao microondas e vá aquecendo de 30 em 30 segundos. A cada 30 segundos, tire a vasilha do microondas e mexa. Repita o processo até ficar totalmente líquido.
Demora mesmo – tenha paciência.
Meça a temperatura: ele deve estar entre 40 e 45 graus (sempre consulte as temperaturas recomendadas pelo fabricante)

 

Vamos começar?

 

 

TEMPERAGEM DIRETA

Embora pareça uma técnica simples, a temperagem direta requer prática, observação e depende muito da qualidade da temperagem original do chocolate que você compra. 

Ela consiste apenas em derreter lentamente o chocolate até chegar no máximo até 34 graus, mexendo sempre para derreter os pedacinhos de chocolate sólidos até homogeneizar.

Como fazer temperagem direta:

Para esta técnica, o chocolate usado deve estar com brilho uniforme e acetinado (indicativo de alto grau de cristais B5 ainda presentes). Veja uma foto de um chocolate perfeitamente cristalizado logo abaixo.

  1. Pique o chocolate em pedaços pequenos e derreta em banho maria ou microondas, mexendo sempre. 
  2. Controle a temperatura: não deixe ultrapassar os 34 graus
  3. Conforme for aquecendo e os pedaços sólidos de chocolate forem desaparecendo, tire a vasilha do banho Maria para não perder o controle da temperatura.
  4. Quando o chocolate estiver totalmente líquido, faça o teste de temperagem mergulhando um pedaço de papel manteiga ou a ponta de uma faca e deixe cristalizar (pode colocar na geladeira, por alguns segundos). Observe se o chocolate endureceu e observe o brilho do chocolate. Toque a ponta do dedo e veja se está resistente ao calor. Se o teste foi feito no papel manteiga, ele irá descolar do papel e você conseguirá quebrar a plaquinha que se formou com o teste. Ela deve oferecer resistência à quebra.

Com a prática, você conseguirá identificar o grau da temperagem apenas observando seu brilho e viscosidade. 

Se você testou e não deu certo, derreta todo o chocolate até a temperatura indicada na embalagem e tente com outra técnicas a seguir.

SEMEADURA

Também conhecida como adição ou seeding, é a técnica mais simples de todas, mas depende muito da qualidade da temperagem original do chocolate que você compra.

Da mesma forma que na técnica de temperagem de chocolate nobre direta, quando comprar o chocolate para derreter, observe se ele está brilhante e com aspecto acetinado. Isso significa que os cristais que queremos semear estão presentes em grande quantidade nessa barra, e há grandes chances de ter um resultado satisfatório.

Se o chocolate já estiver começando a esbranquiçar, não dá pra usar nesta técnica, pois os cristais que precisamos semear já eram.

Exemplo de chocolate com cristalização perfeita para uso na técnica de semeadura.
Temperagem com o MYCRYO: O Mycryo, vendido pela Barry Callebaut, é uma manteiga de cacau consistentemente cristalizada na forma B5. Quando usamos Mycryo, estamos usando a técnica de semeadura. 
Você pode usar o mycryo ou raspas de um chocolate bem cristalizado, como vou ensinar abaixo. 
Muitas pessoas me perguntam se pode usar o mycryo para temperar nossos chocolates. SIM, você pode usar o Mycryo para temperagem de chocolate nobre Java, seguindo as temperaturas recomendadas pela Barry Callebaut.

Como fazer semeadura:

  • Divida seu chocolate nobre em 3 partes iguais. Você pode fazer isso usando uma balança, ou, se não tiver, guiando-se pelos quadradinhos da barra.
  • Pique ou rale o chocolate. O importante aqui é ter pedaços pequenos.
  • Derreta DUAS das TRÊS partes que você separou, ou seja, 2/3 do total. (veja instruções na seção Derretendo o chocolate)

Semeando os cristais

  • Quando seu chocolate estiver totalmente líquido, com temperatura entre 40 e 45 graus, coloque o 1/3 restante de chocolate picado e mexa até dissolver tudo.
  • Demora mesmo – tenha paciência.
  • Meça a temperatura: se estiver acima da temperatura de temperagem recomendada pelo fabricante (em média, 29 graus) coloque a vasilha sobre uma vasilha de água fresca, e continue mexendo até atingir os 29 graus.
  • Depois, aqueça novamente o chocolate até atingir a temperatura de trabalho. Você pode fazer isso usando a pistola de ar quente ou colocando por alguns segundos no microondas.
  • Pronto, seu chocolate está pronto para ser usado para moldar bombons, tabletes ou fazer casquinhas.

Você vai notar que o chocolate ficou um pouco mais viscoso. Para testar a temperagem, mergulhe a pontinha de uma faca ou colher no chocolate e deixe alguns minutos em 20 graus (lembra do ar condicionado?) ou leve à geladeira.

Ele deve firmar, ficar com aspecto acetinado e cor uniforme. Ao encostar o dedo, não deve derreter facilmente.

Teste da temperagem. Imagem: Harald.

Agora, corra: molde seus produtos antes que ele cristalize na vasilha. Se isso acontecer, vá aquecendo por poucos segundos no microondas, mantendo assim a temperatura de trabalho.

Temperagem no mármore

 

Conhecido como tablagem ou tablage, esse é o método mais rápido e eficaz para uma produção pequena de chocolates, pois permite temperar quantidades maiores de uma vez. É apavorante, sujo e bagunçado nas primeiras cem vezes, mas com a prática, tudo melhora.

Para temperagem de chocolate nobre no mármore, você precisa ter uma mesa ou prancha de mármore ou granito, com espaço suficiente para despejar e movimentar seu chocolate.

A pedra tem que estar bem seca, lisa e limpa. Não caia na tentação de fazer na pia!

Comece organizando seu espaço e seus utensílios.

Meça a temperatura da pedra. Se ela estiver muito quente, você não vai conseguir atingir a temperatura desejada, e não vai conseguir formar cristais.

  • Derreta o chocolate – (veja instruções na seção Derretendo o chocolate)
  • Despeje 80% do chocolate derretido na pedra
  • Com a espátula, faça movimentos de espalhar e reagrupar o chocolate, a partir da borda para o centro.
    • Faça com calma, sem desespero, não se deixe impressionar pelos vídeos do youtube. O importante é a ação de cisalhamento e a perda gradual de calor. Use duas espátulas, para limpar uma na outra.
  • Repita o processo de espalhar e recolher o chocolate até atingir a temperatura de temperagem indicada pelo fabricante.
  • Recolha o chocolate, devolvendo-o para a vasilha com os 20% do chocolate “quente”.
  • Ao misturar o chocolate temperado com chocolate quente que estava na vasilha, atinge-se a temperatura de trabalho.

Você vai notar que o chocolate ficou um pouco mais viscoso. Para testar a temperagem, mergulhe uma pontinha de faca e deixe alguns minutos em 20 graus (lembra do ar condicionado?) ou leve à geladeira.

Ele deve firmar, ficar com aspecto acetinado e cor uniforme. Veja a foto do teste de temperagem acima.

Agora, corra: molde seus produtos antes que ele cristalize na vasilha. Se isso acontecer, vá aquecendo por poucos segundos no microondas, mantendo assim a temperatura de trabalho.

despejar 80% do chocolate derretido na pedra
espalhar com a espátula
recolher ao centro, e medir temperatura. Repetir até atingir a temperatura de temperagem.

BANHO MARIA AO CONTRÁRIO

Este método é indicado para quem não tem espaço, pedra de mármore e comprou um chocolate que não está perfeitamente liso, brilhante ou acetinado.

Sempre que usar técnicas de banho maria, tome muito cuidado com a água.

Lembre-se: água e chocolate não combinam.

Separe duas vasilhas, de forma que uma encaixe na outra sem deixar espaços nas laterais.

Panela para banho maria da Caparroz. Serve tanto para quente (derretimento) quando frio (banho maria ao contrário).
  • Derreta o chocolate (veja seção derretendo o chocolate)
  • Coloque água fresca na vasilha maior
    • não use água gelada. Usar água gelada fará a temperatura do seu chocolate cair muito rápido, e cristalizar na foram errada.
  • Vá mexendo continuamente o chocolate até atingir a temperatura de temperagem indicada pelo fabricante, ou use a tabelinha de referência.
  • Demora mesmo, tenha paciência.
  • Depois, aqueça o chocolate com a pistola de ar quente ou coloque por alguns segundos no microondas para atingir a temperatura de trabalho.

Você vai notar que o chocolate ficou um pouco mais viscoso. Para testar a temperagem, mergulhe uma pontinha de faca e deixe alguns minutos em 20 graus (lembra do ar condicionado?) ou leve à geladeira.

Ele deve firmar, ficar com aspecto acetinado e cor uniforme. Veja a foto do teste de temperagem acima.

Agora, corra: molde seus produtos antes que ele cristalize na vasilha. Se isso acontecer, vá aquecendo por poucos segundos no microondas, mantendo assim a temperatura de trabalho.

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Como temperar chocolate branco nobre?

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Tentei resumir de maneira simplificada a ciência da pré-cristalização do chocolate, espero que tenha ajudado. Se você tiver alguma dúvida, coloque nos comentários e nos ajude a melhorar este post!