O que é ser uma empresa vegana?

O que é ser uma empresa vegana?

O veganismo é uma prática cada dia mais adotada, tendo uma demanda grande por partes das empresas para adaptação a este público. Com isso, podemos refletir sobre o que é ser uma empresa vegana.

Considerando empresas de alimentos, estamos lidando com um trabalho que desde os primórdios era intrinsicamente ligado à exploração animal. Em pequenas fazendas, ou em agricultura familiar, isso é extremamente comum, sendo passado de gerações e gerações.

Nós, como compradores podem pedir as mudanças, mas não seria pedante chegar impondo verdades? Nesse contexto, entendemos que somos parte de uma cadeia vasta, em que indicamos um caminho e esperamos por mudanças. O começo é o diálogo e a explicação das necessidades e expectativas.

Impor ou dialogar?

Para nós, mais importante do que impor, é conversar, conscientizar e encontrar alternativas para um futuro melhor. Passo a passo, com ética e empatia de verdade.

Quem somos nós, que vivemos na cidade e com tudo a um clique de distância, para exigir e impor a pessoas que muitas vezes acabaram de saber de um conceito novo? Quanto tempo cada um de nós levou para assimilar e adotar isso? E lembrando o caso dos produtores agrícolas, os métodos se repetem a quantas gerações?

Uma mudança em que o importante é começar

Dessa forma, entendemos que ser uma empresa vegana é ser parte de uma mudança. É indicar o que precisa ser mudado, acompanhar, torcer e remunerar melhor por isso. Saber das dificuldades e ter empatia, comemorando cada avanço. Tudo com muita ética e coerência. Vale sempre a reflexão: alimentos com escala de produção muito alta, com a soja, são muito mais simples de serem veganos, pois sempre se tem uso predominante de máquinas – mas seriam esses os alimentos que queremos para as nossas próximas gerações?

O consórcio do trabalho na mata atlântica

Na foto abaixo, todo o carinho com as mulas que trabalham na fazenda São Luiz (Linhares – ES), carinhosamente chamadas de Boneca, Calcinha e Joinha. Como mencionado pelo Emir Macedo, especialista e inovador no manejo do cacau: “só trabalham quando precisam, segundo carregam o peso que conseguem transportar, terceiro bem alimentadas, quarto medicamentos e vermífugos todo ano, na nossa Fazenda animal só morre de velhice, jamais de maus tratos”.

Mula São Luiz

Mula – Fazenda São Luiz

Conforme ele explica, o remanescente na Mata Atlântica só existe devido ao cacau. As mulas trabalham apenas nos locais onde não chega o trator, onde só elas conseguem alcançar, com respeito e cuidado.

Vai faltar cacau? Por que será cada vez mais difícil encontrar o alimento dos Deuses

Vai faltar cacau? Por que será cada vez mais difícil encontrar o alimento dos Deuses

2020, ano de reiniciar todos conceitos e rever o modus operandi de praticamente tudo, inclusive da produção de chocolate. Nesse contexto, vimos mais de perto uma realidade: vai faltar cacau.

 

Os agricultores passaram por um período sem precedentes neste ano. Com a safra coincidindo com o auge do desespero da pandemia, muitos agricultores não fizeram o pós colheita adequado para ter cacau de alta qualidade.
Com isso, perderam a oportunidade de vender com prêmio superior a 30% do valor de mercado e precisaram vender tudo a preço de Bolsa.
Para piorar, as moagens de cacau caíram e com isso, o cacau industrial ou commodity também caiu.
A demanda reprimida por cacau surgiu na entressafra, dessa vez com um aumento no preço global do cacau.

Como falta cacau especial?

 

Mesmo sendo mais lucrativo vender o cacau especial, novamente muitos agricultores deixaram de produzir cacau especial para aproveitar a alta momentânea da bolsa.
Por conta do cenário de incertezas, os fabricantes de chocolate fizeram pedidos menor e muito em cima da hora, perto da colheita.
Logo, os pequenos produtores ficaram na dúvida se valia a pena fermentar e os maiores decidiram exportar o cacau especial, aproveitando a alta do dólar.
cacau especial passou a não valer à pena para muitos produtores. Mais demorado, com mais complexidade e o pior : com mais risco de errar e de se perder todo o esforço.
Para pequenos produtores, esse é sempre o maior medo.

Como reverter essa dificuldade?

 

Já antes da pandemia, era comum ter que vender um cacau especial pelo preço de commodity por falta de comprador. Com a economia afetada, a situação ficou pior.

 

Somente com a valorização do chocolate de origem e do chocolate artesanal poderemos reverter esse baque visto em 2020.
Como fabricantes, fazemos nossa parte expondo essa dificuldade de nossos parceiros fornecedores e criando conteúdo para disseminar a cultura do chocolate fino.
Nossa luta pela valorização do chocolate como alimento não favorece só a Java e seus consumidores, mas também toda a cadeia produtiva.
Convidamos você a fazer parte dessa cadeia e ajudar a mudar o mundo, um passinho de cada vez.
Fábrica de chocolate Mineira

Fábrica de chocolate Mineira

A Java Chocolates se orgulha de ser a primeira fábrica de chocolate bean to bar de Minas Gerais.

Em 2014, iniciamos nossas pesquisas sobre chocolates saudáveis e estudamos muito sobre cacau e as origens. Optamos por trabalhar com o cacau do Pará, que é desconhecido por grande parte da população, mesmo sendo a região em que o cacau se originou. Em 2015, lançamos os primeiros produtos da Java Chocolates e desde então, estamos sempre buscando melhorias, mas mantendo nossos pilares.

(mais…)

Chocolate amargo tem baunilha?

Chocolate amargo tem baunilha?

Chocolate amargo quase sempre tem baunilha. Tente se lembrar do chocolate de infância, do aroma deste chocolate. Pode ter certeza que você se associou o cheiro de chocolate com baunilha. Mas chocolate amargo precisa ter baunilha?

Por que se usa baunilha no chocolate?

O aroma de baunilha é amplamente utilizado como truques ou forma de camuflar o sabor de um cacau de qualidade baixa. Nesse caso, significa não ter tido um manejo ou cuidado adequado. Por isso, nada mais lógico para grandes indústrias do que camuflar o aroma e sabor com o imbatível aroma da baunilha.

Esta prática é tão antiga que todos nós naturalmente associamos o cheiro de chocolate ao cheiro de baunilha – até mesmo os kits de treinamento olfativo de vinhos cometem esse engano.

Veja bem: a baunilha em si não é um problema. Esta especiaria é muito apreciada na confeitaria em geral e pode chegar a valores altíssimos. A questão é quando ela é usada para mascarar defeitos.

Veja esta Foto de cacau em porto de Amsterdam (créditos: Chocolate Journalist) . Cacau sujo, mofado, velho, com umidade. É esse tipo de cacau que vira chocolate amargo em muitas fábricas grandes, e a baunilha faz “o papel” de nivelar sabor.

Funciona assim: esse cacau chega à indústria, onde sofre uma sobretorra para eliminar microorganismos que podem nos causar doenças. Essa torra é feita em altas temperaturas, para garantir a esterilização deste cacau doente, que fica com gosto de queimado. Para amenizar o gosto de queimado, taca açúcar, leite e baunilha!

Você já sentiu dificuldade em comer um chocolate amargo? Sentiu ele realmente amargando a boca? Com certeza seu paladar captou o gosto de queimado!

Existe chocolate amargo sem baunilha?

Sim, porém, é uma pequena parte. Por que? Simples, cacau com boa qualidade e sabor de verdade é caro, por isso, menos do que 5% da produção mundial é de cacau fino. O restante, cacau bulk, o feioso aí da foto, jamais poderia ser usado para fabricar um chocolate sem baunilha. É um cacau que não tem um mínimo tratamento, cuidado ou zelo.

É o cacau que faz aquele chocolate amargo difícil de engolir (mesmo estando embalado em uma caixa maravilhosa e importada).

Por que preferir chocolate sem baunilha?

Vamos fazer um paralelo com o café: é possível tomar uma xícara sem açúcar se o café for de baixa qualidade? Não. Por isso, um café sem açúcar precisa ser de alta qualidade.

Para o chocolate, é muito similar. O bom chocolate não precisa ter e em geral não tem baunilha. Quando tem, é porque fará diferença no sabor. Já o chocolate que usa um cacau ruim, obrigatoriamente, usará um aromatizante como camuflagem da baunilha para se tornar palatável. E não importa se for natural ou artificial, a função dela ali é clara: corrigir defeito.

Não há processo que corrija um cacau ruim.

Para nós, chocolate não é doce, é alimento – sem baunilha.

Chocolate amargo ou chocolate intenso?

Chocolate com mais cacau começou a ser chamado de chocolate amargo, mas sabia que não é a melhor definição? Outras definições são chocolate dark, devido à cor mais escura por ter mais cacau, e a que preferimos: chocolate intenso.

Amargo é uma palavra que denota um defeito do chocolate. Amargor é ruim, causado pela sobre torra de cacau que não teve um processo para desenvolver os melhores sabores, ou por processo falho da fábrica.

Nossa cultura é de muito açúcar e muito leite, portanto, num primeiro momento, pode parecer impactante consumir um chocolate amargo, com 70% de cacau, mesmo sabendo que é mais saudável. A boa notícia é que nosso paladar é totalmente adaptável. Comece aumentando a qualidade e o teor de cacau do seu chocolate diário e verá que com o passar do tempo, ficará muito mais gostoso apreciar o sabor do cacau, sem precisar de baunilha.

Saiba mais sobre chocolate de origem, sobre o processo e o desenvolvimento de sabor de cacau especial.

Saiba mais sobre o chocolate vegano

Saiba mais sobre o chocolate vegano

Já imaginou como seria poder se deliciar com um doce sabendo que, além de saudável ele é sustentável? Pois você pode experimentar essa sensação saboreando o famoso chocolate vegano.

Primeiramente, vamos esclarecer o seguinte: o termo vegano vai além de uma alimentação plant based, é um estilo de vida. 

Segundo a The Vegan Society, a entidade vegana mais antiga do mundo, “o veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade. Dos veganos junk food aos veganos crudívoros — e todos mais entre eles — há uma versão do veganismo para todos os gostos. No entanto, uma coisa que todos nós temos em comum é uma dieta baseada em vegetais, livre de todos os alimentos de origem animal, como: carne, laticínios, ovos e mel, bem como produtos como couro e qualquer produtos testado em animais”.

Aqui neste artigo, vamos falar especificamente dos chocolates veganos. Continue com a gente para saber mais sobre suas vantagens e benefícios!

Do que o chocolate vegano é feito?

Antes de te contar a base de ingredientes do chocolate vegano, segue para vocês uma listinha dos componentes que não fazem parte dele:

  • Leite;
  • Mel;
  • Albumina;
  • Glicerina.

Todos esses itens são de origem animal, portanto estão fora da receita.

O chocolate vegano também é feito a partir do cacau — ou da massa do cacau — e normalmente, a partir de 40%, a porcentagem desse ingrediente é indicada na embalagem.

Para completar a receita, alguns outros ingredientes podem ser utilizados, como:

  • Manteiga de cacau;
  • Manteiga de amêndoas;
  • Lecitina de girassol;

Na hora de adoçar existem várias opções: açúcar demerara, xilitol e eritritol são algumas delas. Logo, para quem não gosta muito do sabor docinho, é só procurar as opções com mais cacau. Já que quanto mais cacau, mais amargo o sabor, além disso, existem até os chocolates 100% cacau!

Mas não pense que, só por serem veganos, os chocolates serão “sem graça”. Veja estas receitas feita com chocolate quente vegano ou este fondue de chocolate vegano, por exemplo! Na Java Chocolates todos os produtos são veganos e há uma variedade incrível de sabores, como: chocolate branco vegano, chocolate crocante, chocolate com caramelo, entre muitas outras opções.

Possivelmente você deve estar pensando: “hmmm, muito legal isso, de não usar ingredientes de origem animal, mas você disse lá no começo que ele eram saudáveis e sustentáveis. Não entendi muito bem como isso se aplica.”

Siga lendo o artigo para descobrir!

Quais os benefícios do chocolate vegano?

Uma das primeiras coisas que podemos notar na hora de comprar o chocolate comum com o chocolate vegano, é a diferença na lista de ingredientes, veja o exemplo abaixo:

  • Chocolate ao leite: Açúcar, leite em pó integral, massa de cacau, manteiga de cacau, soro de leite em pó, gordura vegetal, gordura de manteiga desidratada, emulsificante lecitina de soja e poliglicerol polirricinoleato e aromatizante.
  • Chocolate 70% cacau da Java: Massa de cacau, açúcar e manteiga de cacau.

Como podemos ver há uma enorme diferença na quantidade de ingredientes dos dois chocolates. Inclusive, pode perguntar para qualquer nutricionista: quanto menos ingredientes um produto tem, mais natural ele é.

Outro ponto para ser observado é o primeiro ingrediente da lista (os ingredientes aparecem em sua ordem de quantidade no produto); no chocolate ao leite tem mais açúcar que cacau, inclusive, a massa de cacau é apenas o terceiro ingrediente da lista.

Além de ser mais natural, ter menos gordura e ser mais nutritivo, o chocolate vegano, por ter mais cacau em sua composição (a partir de 70%) também trás consigo os benefícios do chocolate, como:

  • combate ao colesterol;
  • ajuda na prevenção da anemia;
  • auxilia na regulagem do intestino;
  • reduz o risco de desenvolver diabetes;
  • diminui a pressão.

Ademais, há os benefícios relacionados à sustentabilidade, que vamos elencar a seguir.

Por que o chocolate vegano é mais sustentável?

Há duas grandes razões para considerarmos o chocolate vegano mais sustentável que seus irmãos com produtos de origem animal.

Em primeiro lugar, há um menor uso de recursos naturais. Segunda a Water Footprint Network, para produzir um copo de 250 ml de leite, são gastos aproximadamente 255 litros de água. Já em um chocolate vegano, este gasto com a água já foi economizado.

Em segundo lugar, o movimento vegano vai muito além da alimentação, conforme explicamos lá no comecinho do texto. Então, para o chocolate ser considerado realmente vegano, é necessário haver todo um cuidado em sua cadeia de produção.

Isso visa garantir que a produção de cacau seja livre de exploração infantil e animal, além de não suportar trabalho escravo (infelizmente ainda existem pessoas que trabalham praticamente em condição de escravidão).

Uma boa forma de garantir que o seu chocolate vegano possui essa preocupação com a cadeia de produção é consumir de marcas com produção artesanal.

Como os pequenos produtores compram em menor quantidade, têm a possibilidade de manter um contato mais próximo com as fazendas de cacau, podendo observar de perto todo o seu trabalho. 

Outra vantagem de se comprar em menor quantidade é que fica mais fácil comprar um cacau de maior qualidade, o que deixa o produto final ainda mais saboroso.

Quando você for comprar seu chocolatinho vegano, se lembre dessas informações… Com certeza, ele vai ficar mais gostoso ainda!

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Referências:

https://www.sejavegano.com.br/

https://www.tuasaude.com/cacau/

https://www.javachocolates.com.br/blog/o-longo-caminho-em-direcao-a-sustentabilidade/

Chocolate branco vegano – como é feito?

Chocolate branco vegano – como é feito?

É comum que as pessoas sintam falta de um chocolate branco vegano ao iniciar na dieta vegana. Mas as empresas tem se atentado e gerado opções para isso não ser mais um problema.

 

Como é feito o chocolate branco tradicional

O chocolate branco padrão é basicamente composto por manteiga de cacau ou alguma gordura vegetal mais barata, além de leite e  muito açúcar ou adoçante. Em geral, são bastante doces e tem um odor muito característico: baunilha. É responsável por ativar a memória do que associamos ao chocolate – mesmo que ele não tenha naturalmente este aroma.

O cacau é constituído por  mais de 50% de manteiga de cacau, que é extraída a partir de um processo de prensagem. É considerada a parte mais cara do cacau comum, por isso, é muito substituído por outras opções de gordura vegetais em chocolates mais simples. A manteiga de cacau é uma gordura boa, porém, ainda sim precisa ser consumida em quantidades limitadas. Já a gordura vegetal, que é uma gordura trans. Sabe-se que ela pode causar o aumento do colesterol total e do colesterol ruim (LDL) e a redução dos níveis de colesterol bom (HDL).

 

Como é feito o chocolate branco vegano sem leite

A Java Chocolates é uma empresa vegana que criou uma opção que não utiliza leite. Mais do que isso, é livre de glúten, soja e açúcar. Nota-se a diferença logo ao se abrir o chocolate, pois o aroma de baunilha, mencionado anteriormente como indutor de memória do chocolate, não está presente. Pela filosofia de se usar o mínimo de ingredientes, é considerado desnecessário e por isso não é utilizado.

No lugar de leite, grãos de arroz tostados e triturados para ter textura suave. Dulçor reduzido, pois também é filosofia nossa adaptar o paladar para o consumo de produtos menos doces, com mais sabor do que interessa : o cacau. Como falamos, nesse caso a manteiga de cacau é protagonista.

Além de ser um chocolate zero lactose, é zero leite também, sem traços. Desta forma, também se encaixa na dieta plant based.

É possível encontrar opção em barra de 25 ou 80 gramas, barras culinárias de 1 e 5 kg, e também corações recheados.

Chocolate branco vegano de 75 g

Gosta de outras opções veganas, mas docinhas?

  • Coração de chocolate com caramelo: É possível ter caramelo sem leite ou manteiga, usando apenas ingredientes naturais.

  • Chocolate ao leite de coco: Possui cremosidade e um pouco mais de dulçor para quem ainda não se acostumou a um chocolate 70% cacau.

  • Chocolate recheado cremino: É uma opção com recheio de cappuccino, docinha e sem nada de leite em sua composição. Faz parte da linha Candy.

Ficou curioso? Acesse loja.javachocolates.com.br .

Ficou com dúvidas ? Acesse nossas perguntas e respostas sobre chocolate branco!

Referências:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura_trans