A sócia-fundadora da Java Chocolates, Aline Palmiro, foi entrevistada pelo jornal O Tempo sobre o impacto da alta histórica no preço do cacau nos produtos de chocolate e sorvetes em Minas Gerais.

A matéria destaca que a cotação do cacau disparou nos últimos dois anos, saindo de aproximadamente US$ 2 mil por tonelada para picos superiores a US$ 12 mil em 2024, uma alta de quase 500%. Essa elevação tem sobrecarregado os preços ao consumidor, afetando diretamente empresas como a Java Chocolates.​

Aline Palmiro comentou que, embora a alta do cacau encareça a produção, a elasticidade de preço não permite repassar integralmente o aumento ao consumidor. “Enxugamos margens, ajustamos o portfólio e criamos alternativas, como chocolates com menor teor de cacau e embalagens menores para a Páscoa. É um desafio que exige austeridade e criatividade”, afirmou.​

Além disso, Aline ressaltou que a instabilidade no mercado resulta em menos variedade, chocolates mais recheados e menor gramatura para manter a experiência do consumidor sem pesar no bolso. Ela também mencionou a perda de produtores de cacau fino que optaram por vender como commodity, afetando toda a cadeia produtiva.​

A Java Chocolates tem apostado na transparência e no vínculo com o consumidor para enfrentar esse cenário desafiador. “Desde o início da crise mantemos um post atualizado no nosso blog explicando a situação. Acreditamos que o valor do chocolate vai além do cacau. Ele está na experiência, no prazer e na conexão que proporciona”, disse Aline, mantendo-se otimista quanto à capacidade do setor de se reinventar.​

Para ler a matéria completa, acesse o site do jornal O Tempo – clique aqui.

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About Aline Palmiro

Aline Palmiro é cofundadora da Java Chocolates, fábrica bean to bar de Belo Horizonte criada em 2014 — uma das pioneiras do chocolate de origem em Minas Gerais. A Java nasceu de um problema dela. Diagnosticada com intolerância a lactose e glúten, não encontrava chocolate nacional que fosse bom, acessível e sem esses ingredientes. Em vez de adaptar receita, foi ao Pará desenvolver fornecedores de cacau fino e estudou o caminho do grão à barra em livros técnicos estrangeiros e cursos de produção industrial, numa época em que não existia formação em bean to bar no Brasil. Os primeiros chocolates saíram em 2015. Aqui ela escreve sobre o que acontece dentro da fábrica: como o cacau vira chocolate, o que os rótulos dizem e o que escondem, e por que tanta coisa vendida como saudável não é. A Java produz em linha dedicada, livre de lactose, glúten e soja, com protocolo documentado de controle de alergênicos e rastreabilidade de fornecedores. Metade do cacau que ela usa hoje é mineiro. Já falou sobre cacau e chocolate para O Tempo, Diário do Comércio, Estado de Minas e o Procon Assembleia-MG.

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