A doença celíaca é uma condição autoimune que afeta o sistema digestivo de algumas pessoas, causando uma reação adversa ao glúten, uma proteína presente em diversos alimentos, como trigo, cevada e centeio.

O problema se dá no intestino – as pessoas que tem essa doença, apresentam microvilosidades intestinais achatadas (o nome celíaca vem de cílios)

A grosso modo, as proteínas do glúten “machucam” as paredes intestinais, causando diversos problemas de saúde e imunidade.

Confira a seguir 8 mitos e verdades sobre a doença celíaca.

MITO 1: A doença celíaca é uma alergia ao glúten.

Verdade. A doença celíaca não é uma alergia ao glúten, mas sim uma reação autoimune. Existe alergia ao TRIGO, mas são doenças com reações a proteínas diferentes.

MITO 2: Sintomas gastrointestinais são os únicos sinais da doença celíaca.

Verdade: Embora os sintomas gastrointestinais como diarréia sejam comuns na doença celíaca, nem todas as pessoas afetadas apresentam esses sintomas. Alguns pacientes podem ter dores de cabeça, fadiga, anemia, osteoporose, infertilidade, entre outros sintomas.

Os meus sintomas são dores fortes e inchaço nas articulações, coceiras e bolhas na pele.

MITO 3: A doença celíaca afeta apenas crianças.

Verdade: A doença celíaca, assim como outras alergias alimentares, pode afetar pessoas de qualquer idade, incluindo idosos.

MITO 4: Uma dieta sem glúten pode curar a doença celíaca.

Verdade: A dieta sem glúten é o único tratamento eficaz para a doença celíaca. No entanto, ela não cura a doença, apenas controla os sintomas e previne danos adicionais ao intestino delgado.

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MITO 5: Uma pequena quantidade de glúten não faz mal para quem tem doença celíaca.

Verdade: Mesmo pequenas quantidades de glúten podem causar danos ao intestino delgado de quem tem doença celíaca. Por isso, é importante que essas pessoas RETIREM completamente o glúten em sua dieta. É difícil, eu sei. Mas vale a pena!

MITO 6: Pessoas com doença celíaca podem consumir aveia.

Verdade: A aveia não contém glúten, mas pode ser contaminada durante o processamento com outras fontes de glúten, como trigo, cevada e centeio. Por isso, é importante escolher aveia certificada como sem glúten para consumo. Se mesmo assim você tiver reações desagradáveis com a aveia, você pode ter uma sensibilidade a aveína, proteína da aveia.

MITO 7: Pessoas com doença celíaca podem consumir tranquilamente alimentos originalmente “sem glúten”.

Verdade: Nem todos os alimentos que tradicionalmente são feitos sem glúten realmente o são, seja por alteração na receita (exemplo, um omelete feito com farinha de trigo para ficar mais fofa) ou por contaminação cruzada (um pão de queijo assado em forno que se assa pão francês). Sempre pergunte ao fabricante se os produtos são seguros para celíacos.

Mito 8: Um teste de sangue para diagnosticar a doença celíaca é suficiente.

Verdade: O teste de sangue pode ajudar a identificar a doença celíaca, mas não é suficiente para o diagnóstico definitivo, sendo necessária biópsia intestinal ou teste genético.

Detalhe: ao fazer os exames, devemos estar consumindo o glúten, senão, pode dar falso negativo.

Você tem mais mitos e verdades para contribuir com este post? Escreva nos comentários e vamos ajudar quem está descobrindo a doença agora!

Se você chegou agora e suspeita que tenha doença celíaca, sensibilidade ao glúten ou outra restrição alimentar, seja bem vindo! Nosso blog está cheio de conteúdo, inclusive conto minha experiência pessoal com a restrição ao glúten e a lactose.

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About Aline Palmiro

Aline Palmiro é cofundadora da Java Chocolates, fábrica bean to bar de Belo Horizonte criada em 2014 — uma das pioneiras do chocolate de origem em Minas Gerais. A Java nasceu de um problema dela. Diagnosticada com intolerância a lactose e glúten, não encontrava chocolate nacional que fosse bom, acessível e sem esses ingredientes. Em vez de adaptar receita, foi ao Pará desenvolver fornecedores de cacau fino e estudou o caminho do grão à barra em livros técnicos estrangeiros e cursos de produção industrial, numa época em que não existia formação em bean to bar no Brasil. Os primeiros chocolates saíram em 2015. Aqui ela escreve sobre o que acontece dentro da fábrica: como o cacau vira chocolate, o que os rótulos dizem e o que escondem, e por que tanta coisa vendida como saudável não é. A Java produz em linha dedicada, livre de lactose, glúten e soja, com protocolo documentado de controle de alergênicos e rastreabilidade de fornecedores. Metade do cacau que ela usa hoje é mineiro. Já falou sobre cacau e chocolate para O Tempo, Diário do Comércio, Estado de Minas e o Procon Assembleia-MG.

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